"Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou! "

Florbela Espanca

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Promessas Outonais


No ciclo do tempo, chega sempre um novo tempo.

Este é o tempo de cumprir as promessas outonais.

Voam folhas, como asas de pássaro em movimento

até repousarem inertes no restolho dos trigais.


Troncos desnudos, mostram segredos e recantos,

em sensuais abraços apertados em lírica loucura,

encerrando mistérios de sorrisos e de prantos,

com a alma exposta na paisagem com ternura.


No horizonte do olhar, despidas mas sempre belas,

há aguarelas perfeitas pintadas de sonho e poesia

que surgiram plenas, naturais, sem terem dono!


A beleza está sempre nas coisas mais singelas,

como o sol poente que adormece ao fim do dia,

na luz despida mas sempre bela, porque é Outono!


@Margusta

3 comentários:

Maria disse...

É a minha estação preferida.
Comentar este teu soneto seria pecado...
... deixo-te um beijo enorme

rosa dourada/ondina azul disse...

É o Outono, tão bem descrito no teu poema!
Bela a foto que o emoldura :)


beijinho,

Maria Clarinda disse...

(...) beleza está sempre nas coisas mais singelas,

como o sol poente que adormece ao fim do dia,

na luz despida mas sempre bela, porque é Outono!


Lindo!!!!!
Adorei a foto linda também.
Jinhos mil de carinho